segunda-feira, março 26, 2007

Olhar para esse blog quase dois anos depois de sua última postagem é como ver um morto vivo. Não compactuo com todas as idéias, ou pra ficar melhor, a forma como eu as apresento. O Odilon de 2002 morreu, não volta mais, mas deixou suas lembranças e marcas que permanecem com o Odilon de 2007...5 anos depois e é bom olhar essas idéias com um certo distanciamento temporal. Ver que uma parte de mim, do que eu penso, ainda se encontra por aqui. Esse museu do meu tempo, eletrônico e de coisas recentes.

Penso em reeditar algum texto aqui e colocar no meu novo blog, o terceiro depois deste...

http://liquididificador.blogspot.com

quarta-feira, novembro 30, 2005

Tá, será que ainda resta alguma esperança para esse meu limbo de idéias perdidas?

segunda-feira, julho 11, 2005

Este blog é uma espécie de túmulo ou museu das minhas coisas mais antigas. Hoje me dei conta disso ao criar mais um blog, nesse meu afã neurótico. E me dei conta que esse aqui tava encostado mas criei um link para ele. Quando comecei com ele era junho de 2001 (ou de 2002?) e os anos se embaralham na minha cabeça. Tinha mal eu completado 23 anos, e agora cá estou com 27 e daqui a pouco para 30 é rapidinho. Preciso acelerar a minha vida e assumir de vez os projetos que tenho. E executá-los. Falar é fácil. Mais fácil é digitar isso em um blog. Foda mesmo é executar... e que fique ai esse museu de mim mesmo enquanto não tenho outra idéia do que vai ser dele. Fico imaginando se o www.odailon.blogger.com.br vai ter esse mesmo fim...

quarta-feira, novembro 10, 2004

Ressurreição

Tudo bem que o Blogodailon agora é www.odailon.blogger.com.br e este Blog está morto há mais de um ano. Tomei um susto agora ao perceber que meu último post aqui foi em agosto de 2003. Desde então outros blogs também foram criados, tais como o

Alfabeto Escalafobético do Sr Rodrigues www.alfabetoescalafobetico.blogger.com.br
Theo Marques http://theomarques.blogspot.com
Pensamentos de Dona Marta www.pensamentosdedonamarta.blogger.com.br
100 Mulheres http://100mulheres.blogspot.com


O Theo estou pensando em extinguí-lo. É uma personagem que roda em círculo e isso eu já faço!
Mas enquanto isso ele está lá, ainda que mantido a aparelhos.

100 Mulheres de vez em quando é bissexto mas é uma maravilha escrita a 6 mãos, mais a colaboração de Lúcio, que tem preguiça de escrever, mas me dá todos os detalhes das peripécias de Fátima, bem como dicas preciosas para outras personagens.

Pensamentos de Dona Marta tem suas características comentadas no meu Blog atual.

Não gostaria de extingui este por completo, pois ele guarda registro preciosos, apesar de 1 ano ou um pouco mais de existência. É uma forma de acompanhar como era meu texto até então.

Por enquanto vou pensar no que este blog pode se tornar. Talvez uma sucursal do Blogodailon em inglês, o mais provável, mais é algo que precisa amadurecer.

Por hora é isso...

Beijos aos que por um acaso passarem por aqui!

sábado, agosto 09, 2003

BLOGODAILON
O ÚLTIMO POST

PARA AQUELES QUE ACOMPANHARAM O BLOGODAILON NO ÚLTIMO ANO FAÇO AQUI A DESPEDIDA. NA REALIDADE O BLOG ESTÁ DE CASA NOVA NO ENDEREÇO www.odailon.blogger.com.br ELE ESTÁ COM O MESMO LAYOUT, FORMATO E BABOSEIRAS DE SEMPRE. A DIFERENÇA É QUE AGORA OS LEITORES TERÃO ESPAÇO PARA FAZEREM A CATARSE, OU MELHOR DIZENDO, A ASSOCIAÇÃO LIVRE, COLOCANDO ALI OS SEUS COMENTÁRIOS.

GRATO A TODOS,

ODAILON.


Chegou a hora da mudança !!!!!!!!

sexta-feira, agosto 01, 2003

BLOGODAILON
1-08-03


Textos aleatórios para uma sexta feira
em que não consegui instalar um comment decente para esse
blog,




Tema 1: Encostos

A Igreja Universal se apropriou do termo da macumba e usa para disfarçar
o uso de termos como capeta ou nomear diretamente os orixás e entidades
das religiões afro-brasileiras. Enfim, cheguei à conclusão que encostos
existem, só que não é necessário metafísica para tal raciocínio. Basta
apenas ter um parente encostado, literalmente, em casa, atravancando
o quarto dentro deste "apertamento" que não há descarrego que dê jeito.
Quero o meu sabonete de arruda já !!!!!!!!!!!!!!!!!


Desencosta daí, mané !!!!!!!!

Tema 2: Sexualidade



a) Atividade e Passividade

O Junior de Sampa me passou um texto chamado "A Cicatriz dos Passivos",
escrito no comecinho dos anos 80 por Argus Mario Paholsky e que comenta
um livro de Michel Misse, que é hoje em dia é professor da UFRJ - onde
estudo- e que atualmente se dedica ao tema da violência. Nele ele fala,
entre outras coisas, de como o homossexual passivo, ou seja, o que é
penetrado, é igualado à mulher, ao "não ser homem", e obviamente o
"ativo" como símbolo do uso de poder, valorizado até. A vagina
e o ânus como símbolos de "perda" (perdeu o cabaço), dar (deu pra fulano)
enquanto o pênis é o símbolo de força e prestígio constituindo-se assim
um estigma para as mulheres e o homem que é penetrado.

Claro que a discussão vai além disso mas o que me leva a refletir sobre
tal fato é que passados 20 anos, as transformações ocorridas depois da
AIDS (independentemente da orientação sexual) essa idéia permanece.
Outro dia recebi por e-mail uma matéria do jornal O Dia que dizia o seguinte
"Está faltando homem até para homem". Lendo mais adiante fico sabendo
que a falta de "homem" significa que falta "ativos" nos relacionamentos.
Ou seja, ser homem significa "o que come, ativo" e consequentemente,
"penetra", ao passo que ser passivo significa a negação disso. Isto se
torna claro pelo uso que ouço para se referir quando alguém gosta de
ser penetrado, ou seja, "fulano é passiva". Isso mesmo o gênero se
flexiona no feminino o que lembra a igualdade que mencionei acima.

E com isso vai se reforçando o estigma e o desprestígio associados ao
homossexual "passivo". Lembremos que para muitos o fato de "comer" o cara
pode significar uma autorização de masculinidade, que valoriza "o que
pega tudo, inclusive homem", mas permanece "homem" pois não "deu o cu ".

É uma construção de identidade totalmente esquizo, na qual a pessoa é
definida pelo uso de determinados órgãos sexuais que igualam pênis = homem
, vagina =mulher e ânus = homossexual masculino. Uma estranha metonímia
na qual a parte vale pelo todo.

Lembro de uma moça que perguntou ao seu sobrinho homossexual: "você é
passivo? Mas na hora que você dá o seu pinto sobe, fica duro?" Diante
da afirmativa do sobrinho à pergunta, a mesma se assusta, como se ao
homossexual passivo o único órgão de prazer é o ânus.

Essa concepção esquizóide remonta ao começo do desenvolvimento psicossexual
anterior ao que Freud chama de narcisismo. Narcisismo, falando de maneira
bem rasa, é o investimento sexual feito no próprio eu, esse eu sendo total,
integral e diferenciado dos pais, diferenciação essa decorrente da ameaça
da castração. Antes disso o que se tem é o chamado "auto-erotismo", isto é
, o prazer é sentido em determinadas partes do corpo (como a boca na fase oral)
e a criança não se diferencia da mãe, ela se sente uma só com ela, e o
eu ainda não está formado e tampouco tem se a construção de um corpo
único e integral.

Bom, se a concepção de eu se dá após a percepção do corpo como algo
sexual como um todo, como pode se dá a sexualidade em apenas em determinadas
partes e a partir disso se definir a identidade de alguém? Ou seja,
alguém é "homem" a partir do uso do pênis? Claro que se analisarmos
outras dinâmicas em nossa sociedade a definição dos papéis de gênero
são muito mais complexas, pois alguém pode "deixar de ser homem" por outras
razões como perda do emprego, o fato da mulher sair com outro homem,
ser sustentado pela mulher e por ai vai...mas a questão atividade/passividade
talvez seja a mais "primordial" na definição dessa identidade, sem negar
os outros fatores psicossociais já mencionados.

Freud, no célebre "Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade"
falava que em termos de sexualidade não existe "masculino" e
"feminino" mas sim em "atividade" e "passividade". Claro
que em nossa civilização conceituamos que a "atividade" é igualada
às ações esperadas de um homem e a "passividade" de uma mulher, mesmo
anos depois do início da revolução sexual iniciada nos anos 60.

E da mesma forma que é errôneo pensar nisso, cabe também outras observações:
1) nem todos que usam o pênis são obrigatoriamente homens e/ou "ativos"
2) a sexualidade se dá além da penetração e o prazer não se resume à
relação pênis- vagina ou pênis- ânus pois o corpo é integralmente sexualizado, e
de acordo com as características de cada um, certas áreas serão valorizadas
, certos desejos, fetiches e fantasias. Afinal " a sexualidade é perversa
e polimorfa", isto é, perversa pois ela foge do objetivo puro da reprodução
e polimorfa pois ela tem diferentes objetos de desejo e diferentes objetivos.
Esse mesmo conceito pode ser estendido à idéia de "virgindade" que também
é calcada no uso do pênis e da vagina na penetração somente, negando às
diversas formas de prazer, o que torna esse conceito questionável, e uma
manifestação clara de uma idéia patriarcal existente em nossa sociedade.

Desculpem-me pois esse meu texto pode não parecer muito claro, mas
se trata somente da seleção de algumas idéias e reflexões que estavam
fervilhando na minha cabeça. Mas ao menos queria deixar claro que sexualidade
é um conceito muito amplo e ao mesmo tempo complexo, seja para homens ou
para mulheres- já que se divulga a falsa idéia da sexualidade feminina como
a "mais complexa", o que torna a discussão pobre- e que em nossa sociedade
sexualidade e poder estão fortemente ligados e assumindo diversas representações
no tempo e no espaço, falarei mais sobre isso a seguir.


Tô tirando onda de tio Zig !!!!!!!!!!!!!

B) A Essencialidade da Homossexualidade



É muito comum ouvirmos que a homossexualidade "sempre existiu", algo
que a essencializa como a mesma independentemente do contexto
histórico- cultural colocado.

O Exemplo mais clássico é "na Grécia Antiga, homossexualidade era normal".
Cabe pensar que na sociedade das pólis gregas da antigüidade o poder era
exercido na mão de poucos: homens componentes da aristocracia, uma minoria.
Mulheres, escravos e estrangeiros eram restritos e fortemente oprimidos
naquela sociedade.

Os mesmos aristocratas tinham seus efebos, meninos com os quais eles
tinham relações sexuais e esses eram penetrados - daí
vale rever o texto anterior que mencionei da questão de ser "ativo"
e poder. Ou seja, o que estamos chamando de homossexualidade grega,
na realidade é o que hoje chamaríamos de pedofilia, algo que é condenável
e qualificado como crime.

Uma famosa antropóloga, em suas pesquisas no Pacífico Sul, verificou
uma tribo que tinha o seguinte rito de passagem: o menino quando
nasce é criado e tem contato única e exclusivamente com as mulheres
de sua tribo. Quando chega a puberdade, esses meninos já crescidos
vão para a floresta, afastada da aldeia, junto com os homens e meninos
mais velhos. Lá eles são submetidos a uma série de rituais para a passagem
da infância para se tornarem "homens". Entre esses rituais, os meninos são
obrigados a fazerem sexo oral nos rapazes mais velhos e beber o sêmen destes
como uma forma de "purificar" o corpo dos líquidos "femininos" como o
leite materno. Após isso os agora homens voltam para aldeia e se casam
(com mulheres) e constituem suas famílias. Ou seja, cabe nesse contexto
a palavra homossexualidade quando o sexo oral é usado como um rito?

Enfim, o fato de existir sexo entre pessoas do mesmo sexo deve ser
pensado de acordo com o tempo e espaço onde isto ocorre. Hoje em dia
quando falamos de homossexualidade estamos falando da atração erótico- afetiva
por pessoas do mesmo sexo- sejam homens ou mulheres- , em formação de
relacionamentos (afetivos ou não)e hoje até discutimos em diversos países
do mundo sobre a criação de leis anti- discriminatórias e outras, como a
Parceria Civil Registrada (PCR) que garante aos casais de pessoas do
mesmo sexo os direitos de casais heterossexuais.

Por isso é fundamental não construir uma concepção essencialista da
homossexualidade, ou da sexualidade de um modo geral, pois a dinâmica
da mesma se dá de diversas maneiras em diferentes culturas e/ou
momentos da história.

C) Estupro e Abuso Sexual

Os advogados não me deixam mentir mas o crime de estupro nesse país
só é considerado quando há a penetração pênis- vagina. Ou seja, se
alguém, seja homem ou mulher, for forçado a ter sexo oral, ter o
ânus penetrado, ou a vagina penetrada por outras coisas não
é considerado "abuso sexual", embora os danos psíquicos e sociais
sejam os mesmos, independentemente da forma do ato praticado.

Essa definição de estupro lembra o que mencionei no item a, isto é,
a definição da sexualidade como a penetração do pênis na vagina
e do uso de poder decorrente daí. As outras formas são negadas, pois
aí não há o risco da reprodução, e como sabemos, mesmo 100 anos depois
da psicanálise e das diversas outras transformações ocorridas no século
que se passou existem coisas que permanecem na lei, o que a torna
anacrônica e ao mesmo tempo é sinal de que certas estruturas do poder
patriarcal e falocêntrico ainda permanecem ainda hoje.

Eu gostaria hoje de colocar as minhas pílulas, mas esses textos
tomaram muito da "máquina" (como um antigo amigo costuma me definir
quando estou pensando) que trabalhou demais hoje. Esse blog com
posts bissextos ainda terá as famosas pílulas , mas deixarei para
outro dia. E perdoem-me o "psicanalistês" e essa chuva de conceitos.
Já me disseram que eu tenho o hábito de repetir as coisas que aprendo,
quando na realidade, as coisas que aprendo, quando estão de acordo
com as coisas que acredito, devem ser transformadas na produção de
um novo conhecimento. Me sentiria mal em ser um mero papagaio ou uma
fita k7 com as aulas que tive.

sábado, julho 26, 2003

BLOGODAILON



Que não é a Disneylândia nem o Beto Carrero World, mas é temático.

E o tema de hoje é: duplas

Polemizando para ninguém mais uma vez o Blogodailon vai reunir
algumas duplas do show-biz e adjacências....Essas pessoas podem ter
trabalhado juntas ou não.


Beatles ou Rolling Stones?

Essa é uma polêmica infinita. Os primeiros transcederam o rock,
reinventado a música pop, enfim dispensa grandes comentários.
Os segundos são igualmente bons então essa polêmica será sempre
infinita....


Pelé ou Garrincha?

Por ter 25 anos não sou contemporâneo deles em atividade. Mas se trata
de dois gênios do futebol. A única ressalva é que o Pelé espertamente
soube levantar uma grana graças aos ensinamentos de seu mentor João
Havelange, enquanto Garrincha teve um final triste como muitos outros
jogadores e outros gênios.


Cazuza ou Renato Russo?

Nessa eu me atrevo a sair de cima do muro. Renato Russo com sua música
ready-made, tantos anos depois de Duchamp, é trilha sonora obrigatória
para muitos de minha geração e não fujo a isso. Já as letras de Cazuza
são uma porrada na cara e não aquela melancolia das músicas de Renato.
Junguianamente falando, Cazuza é a extroversão enquanto Russo é o
caminho oposto, a introversão. Um fez questão de estar vivo e o outro
foi levado pela depressão. Por identificação fico com Cazuza, sem
desmerecer o talento de Renato.


Gil ou Caetano?

Pode se falar mal á vontade de Caetano Veloso porque até é moda. Em
uma rodinha BG qualquer é "inteligente" meter o malho no baiano de
Santo Amaro da Purificação. Mas sem eles a música brasileira estaria
com anos de atraso e eles tiveram a genialidade de criar algo que
junta o novo e resgata o antigo, Beatles e Luis Gonzaga..brega e "fino",
João Gilberto e Roberto Carlos, tradição e modernidade, rock e samba
e nessas antíteses tem se algo que vai além disso, que é a própria
música que eles criam, que simbolizam a melhor das sínteses. Meu texto
agora está tão prolixo quanto eles....Caetano me chama a atenção pelas
letras e a inventividade...Gil, também pelas letras e musicalidade.
Volto pra cima do muro e fico com os dois.


Sandy ou Wanessa Camargo?

Uma angelical e chata. Outra faz a linha mais hard e também chata.
Mas Sandy e seu irmão Durval Junior são competentes em seu trabalho
e consegue ir em um nicho que é liderado por grupos estrangeiros, que
é o da música da rapaziada teen....Vale lembrar que Sandy é uma
das raras brasileiras que fazem sucesso por seu trabalho e não
por tirar a roupa ou participar de um reality show boboca (ou ambos)
E Wanessa é só Flicts e mais nada. Fico com os irmãos de Campinas.


Bush ou Osama Bin-Laden?

Dois seres que pregam o fundamentalismo e a intolerância e igualmente
perniciosos para um mundo que pretende ser democrático.


Roberto ou Erasmo Carlos?

Roberto é um ser que desperta paixões, seja de amor incondicional,
seja de ódio pela bregaria dele. A indiferença é praticamente impossível
diante dele. Impossível não conhecer mega-hits como "Emoções" e
"Detalhes". E a Jovem Guarda, por mais que se fale mal, foi talvez
o primeiro movimento de música pop no Brasil, coisa que só iria voltar
nos anos 80, ainda que os Mutantes tentassem nas décadas anteriores.
Mas fico com o Erasmo que como diz o odiado Arnaldo Jabor, é muito mais
cafajeste, e sem falar que o mesmo teve a ousadia talvez de fazer uma
música para Roberta Close.


ACM ou José Sarney?

Um dono da Bahia e outro do Maranhão...há anos aposentados na política
brasileira e protegendo seus próprios interesses. Tomar partido para
um desses dois é tarefa impossível. E o nosso senado conta com essas
figuras...tristeza!


Carlos Drummond de Andrade ou João Cabral de Melo Neto?

Sem sombra de dúvidas João Cabral de Melo Neto, que fez uma poesia
crua e sem o desencanto boboca do primeiro. Gosto de muita coisa do
Drummond mas ninguém merece aquela pedra no meio do caminho ou
"stop? a vida parou?/ou foi o automóvel?". E o mineiro não possui um
épico à altura de Morte e Vida Severina. Por isso afirmo que o
pernambucano é o melhor poeta brasileiro do século XX se não for de
todos os tempos.


Oswald ou Mário de Andrade?

Oswald ao lado de Machado de Assis, Lima Barreto, Aleijadinho entre
outros faz parte do time de "mulatos sabidos" (citando 'Pronominais' de
Oswald de Andrade) da história. Resgatou o nosso folclore e criou algo
além disso, como na sua obra máxima "Macunaíma", fundamental para,
entre outras coisas, a Tropicália. Oswald de Andrade era inventido,
sarcástico e cheio dos ready-mades. Mas fico com o mulato sabido.


Poderia colocar muitas outras duplas, mas por hoje é só. Claro que
em alguns casos as pessoas terão preferências diferentes das minhas
mas em muitos casos é questão de pura identificação com o trabalho
realizado.