BLOGODAILON 7-05-03
Nâo é Matrix mas é Reloaded !!!!!
E com muitos assuntos para tratar com as
SuPeR PíLuLaS
1- Aniversário: Antes de mais nada quero aproveitar a data de hoje para dizer "Feliz Aniversário" para Fábio
Lusvarghi, o meu melhor amigo na terra da garoa, embora ele more em Andradas, cidade da
microrregião de Poços de Caldas, sul de Minas Gerais, já na divisa com o Estado de São
Paulo. Parabéns Fábio!!!!!!!!!!! E para quem quiser uma amostra da inteligência desse ruivo
techno-psychodelic, confiram o seu blog (ele usa a pronúncia inglesa "bi logue", chique né?).
O endereço é www.ursus.blogger.com.br
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2- CD: Enquanto digito essas linhas meus ouvidos são invadidos por Casanova 70, do Air na versão do CD
"Rarified". Ennio, preciso dos nomes das faixas desse cd menino !!!!!!!
----------------------------------------------------------------------------------------------
3- CD2: Na última terça feira fui invadido por uma onda epifânica, uma coisa assim Clarice
Lispector. O Xande, meu namoradon, diria apenas que eu fiquei emocionado. Interessante como o
ele tem a rara capacidade de ser simples. Ponto pro careca tijucano.
Voltando ao momento de emoção. Estava eu voltando de Bangu, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Firme
e forte no S-13, porque se não for esse ônibius só chegaria no Centro nas Olimpíadas de 2012.
Estava ouvindo o "Lamento Sertanejo" (Forró do Dominguinhos) , música de Gilberto Gil e de
Dominguinhos, no CD Refazenda. Impressionante como essa letra me fez pensar nas minhas origens.
Os Miranda são do sertão do Ceará em uma área próxima à divisa com o Piauí, na microrregião de
Sobral, mesma área de Renato Aragão e Ciro Gomes. Mas a música define não apenas o nordestino,
como o Paulo Honório de São Bernardo -obra do genial Graciliano Ramos- e que é uma das maiores
personagens da nossa literatura. Meu pai algumas vezes me lembra o Paulo Honório. Ainda bem que
nem sempre, até porque os cearenses possuem um senso de humor e deboche incrível com a vida.
Estava discutindo com um amigo outro dia uma característica minha, de ser fechado e tal e essa
música veio diretamente mexer com esse meu lado. Acredito que todos nós temos um Paulo Honório
dentro da gente. Sei lá, apenas uma das minhas viagens.
Ao mesmo tempo, não quero fazer como certos playboys, que para se livrtarem da pecha de playboy
passam a escutar forró, algo como alguém de um contexto "diferente" que é inteligento o bastante
para aceitar o "novo" que no caso seria o universo nordestino. Na realidade é como aquele
explorador europeu na colônia africana sub-saariana olhando para pigmeus como exótico. Só que
com uma diferença, muitos desses "playboys" tem origem nordestina, mas prefere olhar de fora
pra dentro ao invés de puxar para as próprias origens. E eu me recuso a fazer esse exercício
cínico, poi sei que sou carioca, pois vivencio a cultura daqui, mas naõ possso ser leviano e
pensar o quanto a minha educação foi forjada por valores vindos do sertão. Até mesmo a minha
opção pelo catolicismo passa por aí.
Lembrei-me de um amigo que mora em uma grande cidade interior desse país, e no quanto ele
me parece fechado e sempre em busca de uma relação e como ele sempre me apresenta uma teoria
confusa a mim sobre a sexualidade. E de suas relações com parceiros que moram a quilômetros
de sua cidade.
No fim, deixo aqui a letra e a sugestão de baixá-la em mp3 ou até mesmo comprar o cd que é
maravilhoso. Acho que essa foi a primeira grande egotrip dos meus 25 anos.
Lamento Sertanejo (Forró do Dominguinhos)
Dominguinhos/ Gilberto Gil
Por ser de lá
do sertão, lá do cerrado
lá do interior, do mato
da caatinga, do roçado
eu quase não saio
eu quase não tenho amigo
eu quase que não consigo
ficar na cidade sem viver contrariado
Por ser de lá
na certa, por isso mesmo
não gosto de cama mole
não sei comer sem torresmo
eu quase não falo
eu quase não sei de nada
sou como res desgarrada
nessa multidão boiada
caminhando a esmo.
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4- Intolerância: Vale lembrar que o mesmo cidadão do interior, sobre forte efeito de anfetaminas, chamou-me
de medíocre e intolerante. Às vezes é bom ouvirmos algo sobre nós mesmos, mesmo que não gostemos. Sem falar
do fato também dele ter dito que uso as teorias que aprendi na faculdade e que estão frescas na
minha cabeça. Sobre essas 3 cousas penso o seguinte: uma coisa que a psicanálise me ajudou a
compreender é que somos todos medíocres e o setting analítico mostra esse grande teatro
tragicômico que vivemos. Sem falar que queremos a imortalidade -impossível- e temos uma
necessidade grande do outro, daí o amor. Sobre a intolerância, tendo a ser intolerante porque
não é fácil lidar com as diferenças do outro. E quem disser que nunca cismou com as diferenças
de outra pessoa (por raça, preferência sexual, sexo, religião, atributos físicos, modo de se
vestir ou um tique nervoso) que atire a primeira pedra. E sobre o uso das teorias que aprendi
, e faço isso o tempo todo no BLOGODAILON, creio que o que aprendemos não é para ficar encerrado
na nossa cabeça e para ser dito a uma meia dúzia, como o gosto bacharelesco desta terra. Acho
que colocá-las pra fora e cofrontá-las com a realidade é confrontar as nossas próprias crenças
e podermos saber onde estamos errados e poder melhorar isso.
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5- Analisando o namorado: Se existe uma fase a definir bem o Xande seria essa do Alberto Caeiro "Há metafísica o bastante
em não pensar em nada". Estava lendo Fernando Pessoa esses dias e lembrei-me do quanto o quase
maridon é "Caeirista". O que é o meu oposto, já que gosto de me perder em filosofias e n
reflexões, Xande é sentido puro, anti-Odilon Junior por excelência. Sem falar que as preferências
musicais e literárias me remetem aos meus 16, 17 18 anos, coisas que eu idealizava e de que ainda
gosto. Mas acho que a profissão de certa forma me mostrou o lado cru das pessoas e essas idéias
se somaram a outras, porém não foram destruídas. Esses é um ponto que admiro nele.
Falando em Odilon Junior, sempre vejo Odilon e Junior como Jekyll e Hyde. Sendo que para mim
o grande vilão da obra de Stevenson é o Dr Jekyll, fiel seguidor da moral vitoriana. Ele me
lembra o que mais tarde Heiddegger define como a "Diatadura do 'a gente' ", as pessoas fazendo
o que uma certa moral determina para aliviar a angústia da morte, e o que Reich fala em "Escuta,
Zé Ninguém". Com isso concluo que Odilon, heredeiro do nome do pai (lacanianos, gozai-vos) e
Junior, o quase Hyde. Mas prefiro sair dessa coisa esquizóide e pensar na identidade toda Odilon
Junior, que é quem escreve essas bobagens todas. Mas não vou botar desculpa no conhaque, feito
o Drummon no "Poema de Sete Faces".
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6- Jocasta's Descontrol: Eu estava pensando no complexo de Édipo e na obra de Sófocles. Sol
comentava comigo o quanto asmães de homens homossexuais tem-se mostrado intolerantes em lidar
com a sexualidade de seus filhos, mais que os pais. De fato existem pais, que carregam uma
cultura fortemente machista e intolerante que até expulsam seus filhos de casa (conheço uma
história assim) ao saberem que ele é homossexual. Mas aproveitando o dia das mães, aproveito para
fazer uma catarse em relação a minha própria mãe e sobre tantas outras que já vi e que se mostram altamente intolerantes, e
quebrando com a falsa eqüação mãe=feminino=tolerância. O problema fundamental dessas Jocastas é
que nessa versão da Trilogia Tebana o lance do Édipo é com Laio, e elas não se conformam com isso.
Mais uma de minhas doidas reflexões.
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7- Coisas "Mudernas": Eu odeio, definitivamente o Piu-Piu. Esse povo que tira onda de moderno
venera essa criatura asquerosa e também é "moderno" acreditar que ele é o vilão, e não o Frajola. Na realidade a
grande responsável por toda a confusão é aquela vovó que se faz de retardada e cria toda aquela
situação botando os dois bichos juntos e de brinde tem um cachorro pra intimidar e bater no
infeliz do gato. Outro detestável é o camundongo Jerry. Acho que a sátira feita em "Os Simpsons"
com "Comichão e Coçadinha" é perfeita para exarminarmos a crueldade dessas supostas "vítimas".
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8- Nadia Polêmica: Aproveitando a discussão de como as mulheres também podem ser conservadoras,
pelo fato das mesmas cojugarem dos códigos hegemônicos que são sexistas, racistas e homofóbicos
por excelência, devo dizer à minha amiga e aniversariante desse mês, Nadia Viana que seus
comentários sobre o machismo de Manoel Carlos na composição da personagem Dóris rendeu polêmica.
Enfim, por isso podemos pensar na existência de negros racistas e gays homofóbicos.
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9-Kubanacan: Estreou essa porcaria, que até que está mais leve que as novelas anteriores. O fato
é que se for submetido a um analista e exprimir de vez a libido homossexual recalcada, nunca mais
veremos tanto homem sem camisa nas novelas de Carlos Lombardi. Esse desejo recalcado está ali
na cara de todo mundo, para quem quiser ver. É como diria o Antônio Geraldo, o incosciente não
é algo perdido nas profundezas, mas está ali na superfície junto com a consciência.
Saindo das considerações psi.....é a mesma merda de sempre. O péssimo Marcos Pasquim, que
ganhou IBOPE em Uga Uga já cai no mar pelado pra ser socorrido pela Siliconele Winits. Humberto
Martins de ditador não serviria não convence nem se fizesse papel de vereador em Mesquita, sua
terra natal. Betty Lago...essa daí só fez um papel que preste em "Agosto". Tenho medo da Adriana
Esteves surtar de novo com essa novela e ficar pior do que ficou em "Renascer". E quem é aquele
pescador bigodudo que fica ao lado do Roger Gobbeth e do Vladmir Brichta? E aquela gorda que mora
na vila dos pescadores? Destaco a participação de Stênio Gracia no primeiro capítulo. E Wolf Maia,
bem, acho que esse também tem uma ligação direta com o monte de homens sem camisa com a desculpa
do "humor ágil" de Carlos Lombardi. Eufemismo para grosseria e porcaria. E este autor de quinta
categoria tem a coragem de dizer que sua novela é uma homenagem a Cassiano Gabus Mendes por "Que
Rei Sou Eu?". Vamos e vanhamos, é triste ver Kubanacan ser comparada a uma novela que foi marco
na história da televisão brasileira.
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10- Momento Tribadismo: Repetindo mais uma vez a Lan Lan e as Elaines : "Eu não agüento mais, é
tanta xurumela !!!"
Nâo é Matrix mas é Reloaded !!!!!
E com muitos assuntos para tratar com as
SuPeR PíLuLaS
1- Aniversário: Antes de mais nada quero aproveitar a data de hoje para dizer "Feliz Aniversário" para Fábio
Lusvarghi, o meu melhor amigo na terra da garoa, embora ele more em Andradas, cidade da
microrregião de Poços de Caldas, sul de Minas Gerais, já na divisa com o Estado de São
Paulo. Parabéns Fábio!!!!!!!!!!! E para quem quiser uma amostra da inteligência desse ruivo
techno-psychodelic, confiram o seu blog (ele usa a pronúncia inglesa "bi logue", chique né?).
O endereço é www.ursus.blogger.com.br
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2- CD: Enquanto digito essas linhas meus ouvidos são invadidos por Casanova 70, do Air na versão do CD
"Rarified". Ennio, preciso dos nomes das faixas desse cd menino !!!!!!!
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3- CD2: Na última terça feira fui invadido por uma onda epifânica, uma coisa assim Clarice
Lispector. O Xande, meu namoradon, diria apenas que eu fiquei emocionado. Interessante como o
ele tem a rara capacidade de ser simples. Ponto pro careca tijucano.
Voltando ao momento de emoção. Estava eu voltando de Bangu, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Firme
e forte no S-13, porque se não for esse ônibius só chegaria no Centro nas Olimpíadas de 2012.
Estava ouvindo o "Lamento Sertanejo" (Forró do Dominguinhos) , música de Gilberto Gil e de
Dominguinhos, no CD Refazenda. Impressionante como essa letra me fez pensar nas minhas origens.
Os Miranda são do sertão do Ceará em uma área próxima à divisa com o Piauí, na microrregião de
Sobral, mesma área de Renato Aragão e Ciro Gomes. Mas a música define não apenas o nordestino,
como o Paulo Honório de São Bernardo -obra do genial Graciliano Ramos- e que é uma das maiores
personagens da nossa literatura. Meu pai algumas vezes me lembra o Paulo Honório. Ainda bem que
nem sempre, até porque os cearenses possuem um senso de humor e deboche incrível com a vida.
Estava discutindo com um amigo outro dia uma característica minha, de ser fechado e tal e essa
música veio diretamente mexer com esse meu lado. Acredito que todos nós temos um Paulo Honório
dentro da gente. Sei lá, apenas uma das minhas viagens.
Ao mesmo tempo, não quero fazer como certos playboys, que para se livrtarem da pecha de playboy
passam a escutar forró, algo como alguém de um contexto "diferente" que é inteligento o bastante
para aceitar o "novo" que no caso seria o universo nordestino. Na realidade é como aquele
explorador europeu na colônia africana sub-saariana olhando para pigmeus como exótico. Só que
com uma diferença, muitos desses "playboys" tem origem nordestina, mas prefere olhar de fora
pra dentro ao invés de puxar para as próprias origens. E eu me recuso a fazer esse exercício
cínico, poi sei que sou carioca, pois vivencio a cultura daqui, mas naõ possso ser leviano e
pensar o quanto a minha educação foi forjada por valores vindos do sertão. Até mesmo a minha
opção pelo catolicismo passa por aí.
Lembrei-me de um amigo que mora em uma grande cidade interior desse país, e no quanto ele
me parece fechado e sempre em busca de uma relação e como ele sempre me apresenta uma teoria
confusa a mim sobre a sexualidade. E de suas relações com parceiros que moram a quilômetros
de sua cidade.
No fim, deixo aqui a letra e a sugestão de baixá-la em mp3 ou até mesmo comprar o cd que é
maravilhoso. Acho que essa foi a primeira grande egotrip dos meus 25 anos.
Lamento Sertanejo (Forró do Dominguinhos)
Dominguinhos/ Gilberto Gil
Por ser de lá
do sertão, lá do cerrado
lá do interior, do mato
da caatinga, do roçado
eu quase não saio
eu quase não tenho amigo
eu quase que não consigo
ficar na cidade sem viver contrariado
Por ser de lá
na certa, por isso mesmo
não gosto de cama mole
não sei comer sem torresmo
eu quase não falo
eu quase não sei de nada
sou como res desgarrada
nessa multidão boiada
caminhando a esmo.
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4- Intolerância: Vale lembrar que o mesmo cidadão do interior, sobre forte efeito de anfetaminas, chamou-me
de medíocre e intolerante. Às vezes é bom ouvirmos algo sobre nós mesmos, mesmo que não gostemos. Sem falar
do fato também dele ter dito que uso as teorias que aprendi na faculdade e que estão frescas na
minha cabeça. Sobre essas 3 cousas penso o seguinte: uma coisa que a psicanálise me ajudou a
compreender é que somos todos medíocres e o setting analítico mostra esse grande teatro
tragicômico que vivemos. Sem falar que queremos a imortalidade -impossível- e temos uma
necessidade grande do outro, daí o amor. Sobre a intolerância, tendo a ser intolerante porque
não é fácil lidar com as diferenças do outro. E quem disser que nunca cismou com as diferenças
de outra pessoa (por raça, preferência sexual, sexo, religião, atributos físicos, modo de se
vestir ou um tique nervoso) que atire a primeira pedra. E sobre o uso das teorias que aprendi
, e faço isso o tempo todo no BLOGODAILON, creio que o que aprendemos não é para ficar encerrado
na nossa cabeça e para ser dito a uma meia dúzia, como o gosto bacharelesco desta terra. Acho
que colocá-las pra fora e cofrontá-las com a realidade é confrontar as nossas próprias crenças
e podermos saber onde estamos errados e poder melhorar isso.
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5- Analisando o namorado: Se existe uma fase a definir bem o Xande seria essa do Alberto Caeiro "Há metafísica o bastante
em não pensar em nada". Estava lendo Fernando Pessoa esses dias e lembrei-me do quanto o quase
maridon é "Caeirista". O que é o meu oposto, já que gosto de me perder em filosofias e n
reflexões, Xande é sentido puro, anti-Odilon Junior por excelência. Sem falar que as preferências
musicais e literárias me remetem aos meus 16, 17 18 anos, coisas que eu idealizava e de que ainda
gosto. Mas acho que a profissão de certa forma me mostrou o lado cru das pessoas e essas idéias
se somaram a outras, porém não foram destruídas. Esses é um ponto que admiro nele.
Falando em Odilon Junior, sempre vejo Odilon e Junior como Jekyll e Hyde. Sendo que para mim
o grande vilão da obra de Stevenson é o Dr Jekyll, fiel seguidor da moral vitoriana. Ele me
lembra o que mais tarde Heiddegger define como a "Diatadura do 'a gente' ", as pessoas fazendo
o que uma certa moral determina para aliviar a angústia da morte, e o que Reich fala em "Escuta,
Zé Ninguém". Com isso concluo que Odilon, heredeiro do nome do pai (lacanianos, gozai-vos) e
Junior, o quase Hyde. Mas prefiro sair dessa coisa esquizóide e pensar na identidade toda Odilon
Junior, que é quem escreve essas bobagens todas. Mas não vou botar desculpa no conhaque, feito
o Drummon no "Poema de Sete Faces".
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6- Jocasta's Descontrol: Eu estava pensando no complexo de Édipo e na obra de Sófocles. Sol
comentava comigo o quanto asmães de homens homossexuais tem-se mostrado intolerantes em lidar
com a sexualidade de seus filhos, mais que os pais. De fato existem pais, que carregam uma
cultura fortemente machista e intolerante que até expulsam seus filhos de casa (conheço uma
história assim) ao saberem que ele é homossexual. Mas aproveitando o dia das mães, aproveito para
fazer uma catarse em relação a minha própria mãe e sobre tantas outras que já vi e que se mostram altamente intolerantes, e
quebrando com a falsa eqüação mãe=feminino=tolerância. O problema fundamental dessas Jocastas é
que nessa versão da Trilogia Tebana o lance do Édipo é com Laio, e elas não se conformam com isso.
Mais uma de minhas doidas reflexões.
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7- Coisas "Mudernas": Eu odeio, definitivamente o Piu-Piu. Esse povo que tira onda de moderno
venera essa criatura asquerosa e também é "moderno" acreditar que ele é o vilão, e não o Frajola. Na realidade a
grande responsável por toda a confusão é aquela vovó que se faz de retardada e cria toda aquela
situação botando os dois bichos juntos e de brinde tem um cachorro pra intimidar e bater no
infeliz do gato. Outro detestável é o camundongo Jerry. Acho que a sátira feita em "Os Simpsons"
com "Comichão e Coçadinha" é perfeita para exarminarmos a crueldade dessas supostas "vítimas".
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8- Nadia Polêmica: Aproveitando a discussão de como as mulheres também podem ser conservadoras,
pelo fato das mesmas cojugarem dos códigos hegemônicos que são sexistas, racistas e homofóbicos
por excelência, devo dizer à minha amiga e aniversariante desse mês, Nadia Viana que seus
comentários sobre o machismo de Manoel Carlos na composição da personagem Dóris rendeu polêmica.
Enfim, por isso podemos pensar na existência de negros racistas e gays homofóbicos.
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9-Kubanacan: Estreou essa porcaria, que até que está mais leve que as novelas anteriores. O fato
é que se for submetido a um analista e exprimir de vez a libido homossexual recalcada, nunca mais
veremos tanto homem sem camisa nas novelas de Carlos Lombardi. Esse desejo recalcado está ali
na cara de todo mundo, para quem quiser ver. É como diria o Antônio Geraldo, o incosciente não
é algo perdido nas profundezas, mas está ali na superfície junto com a consciência.
Saindo das considerações psi.....é a mesma merda de sempre. O péssimo Marcos Pasquim, que
ganhou IBOPE em Uga Uga já cai no mar pelado pra ser socorrido pela Siliconele Winits. Humberto
Martins de ditador não serviria não convence nem se fizesse papel de vereador em Mesquita, sua
terra natal. Betty Lago...essa daí só fez um papel que preste em "Agosto". Tenho medo da Adriana
Esteves surtar de novo com essa novela e ficar pior do que ficou em "Renascer". E quem é aquele
pescador bigodudo que fica ao lado do Roger Gobbeth e do Vladmir Brichta? E aquela gorda que mora
na vila dos pescadores? Destaco a participação de Stênio Gracia no primeiro capítulo. E Wolf Maia,
bem, acho que esse também tem uma ligação direta com o monte de homens sem camisa com a desculpa
do "humor ágil" de Carlos Lombardi. Eufemismo para grosseria e porcaria. E este autor de quinta
categoria tem a coragem de dizer que sua novela é uma homenagem a Cassiano Gabus Mendes por "Que
Rei Sou Eu?". Vamos e vanhamos, é triste ver Kubanacan ser comparada a uma novela que foi marco
na história da televisão brasileira.
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10- Momento Tribadismo: Repetindo mais uma vez a Lan Lan e as Elaines : "Eu não agüento mais, é
tanta xurumela !!!"
